FORMAÇÃO DOCENTE NO BRASIL
ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA, DESAFIOS E POLÍTICAS PÚBLICAS
Palavras-chave:
formação docente, políticas públicas, teoria e práticaResumo
Este artigo discute a formação de professores no Brasil, abordando seus fundamentos históricos, marcos legais, políticas públicas e os desafios enfrentados na articulação entre teoria e prática pedagógica. A análise percorre desde as Escolas Normais do século XIX até programas como Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID - e Residência Pedagógica, destacando os avanços e retrocessos na valorização docente. O texto evidencia a distância entre os currículos formativos e as demandas reais da prática escolar, além das limitações da formação continuada e da precarização do trabalho docente. Critica-se a influência de organismos internacionais na política educacional brasileira, muitas vezes pautada por interesses econômicos e gerencialistas. Por fim, defende-se uma formação docente crítica, articulada com as realidades locais, que promova a autonomia pedagógica e a emancipação humana por meio de políticas públicas transformadoras.
Downloads
Referências
BORGES, M. C.; AQUINO, O. F.; PUENTES, R. V. Formação de professores no Brasil: história, políticas e perspectivas. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 42, p. 94-112, 2011. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639868. Acesso em: 25 mai. 2025.
BRASIL. Decreto-Lei nº 1.190, de 4 de abril de 1939. Dá organização à Faculdade Nacional de Filosofia. Rio de Janeiro: Presidência da República, 1939. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/Del1190.htm. Acesso em: 25 mai. 2025.
BRASIL. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1971.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Presidência da República, 1996.
CASTRO, M. M. C. e; AMORIM, R. M. de A. A formação inicial e a continuada: diferenças conceituais que legitimam um espaço de formação permanente de vida. Cadernos CEDES, Campinas, v. 35, n. 95, p. 37-55, jan.-abr. 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/CC0101-32622015146800.
FRERES, H.; GOMES, V. C.; BARBOSA, F. G. Teoria do capital humano e o reformismo pedagógico pós-1990: fundamentos da educação para o mercado globalizado. In: RABELO, Jackeline; JIMENEZ, Susana; MENDES SEGUNDO, Maria das Dores (org.). O movimento de educação para todos e a crítica marxista. Campinas: Autores Associados, 2015. p. 70-85.
MACHADO, G. E.; KICH, B. V.; COSTA, S. C. da; FOLMER, I.; MEDEIROS, L. M.; PAPROSQUI, J. Uma história da formação de professores/as no Brasil: um estudo bibliográfico. Research, Society and Development, v. 10, n. 4, e59610414492, 2021. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i4.14492. Acesso em: 20 mai. 2025.
NASCIMENTO JÚNIOR, M. C. do. Saberes da docência na formação inicial de professores de História: mudanças e permanências. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA DA ANPUH, 32., 2023, São Luís. Anais [...]. São Luís: ANPUH, 2023. Disponível em: https://mail.anpuh.org.br/uploads/anais-simposios/pdf/2024-06/1718175600_dfd197172587d390c693c19238cb3748.pdf. Acesso em: 27 mai. 2025.
RABELO, J.; JIMENEZ, S.; MENDES SEGUNDO, M. das D. As diretrizes da política de Educação para Todos (EPT): rastreando princípios e concepções. In: RABELO, Jackeline; JIMENEZ, Susana; MENDES SEGUNDO, Maria das Dores (org.). O movimento de educação para todos e a crítica marxista. Campinas: Autores Associados, 2015. p. 14-30.
SAVIANI, D. Entrevista com o professor Dermeval Saviani. Pedagogia: pensar a pedagogia para responder aos contextos escolares e não escolares da atualidade. Educere et Educare, v. 16, n. 38, p. 1-15, jan.-abr. 2021.
SAVIANI, D. Formação de professores: aspectos históricos e teóricos do problema no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 14, n. 40, p. 143-155, jan.-abr. 2009.
SAVIANI, D. Política educacional brasileira: limites e perspectivas. Revista de Educação PUC-Campinas, Campinas, n. 24, p. 7-16, jun. 2008. Disponível em: https://seer.sis.puc-campinas.edu.br/reveducacao/article/view/108. Acesso em: 29 mai. 2025.
SHIROMA, E. O. Gerencialismo e formação de professores nas agendas das organizações multilaterais. Momento: Diálogos em Educação, Rio Grande, v. 27, n. 2, p. 88-106, 2018. Disponível em: https://periodicos.furg.br/momento/article/view/8093. Acesso em: 30 mai. 2025.
VANZUITA, A.; GUÉRIOS, J. Potencialidades e limites dos programas federais PIBID e Residência Pedagógica: um estado do conhecimento. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 41, e40212, 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-469840212.
VEIGA, I. P. A. Profissão docente: novos sentidos, novas perspectivas. Campinas: Papirus, 2008.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Política de Direitos Autorais
Os artigos publicados na Revista Movimentos Docentes: Formação, Redes e Práticas Educativas estão licenciados sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0).
Isso significa que os leitores e leitoras podem compartilhar, copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato, desde que sejam observadas as seguintes condições:
-
Atribuição: o(a) autor(a) e a fonte original devem ser devidamente creditados;
-
Uso não comercial: o material não pode ser utilizado para fins comerciais;
-
Sem derivações: o conteúdo não pode ser modificado, adaptado ou transformado.
Os(as) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, garantindo o reconhecimento da autoria e permitindo a disseminação não comercial do trabalho em repositórios institucionais, páginas pessoais ou redes acadêmicas, desde que citada a publicação original.
A revista apoia os princípios da Ciência Aberta e da democratização do conhecimento, incentivando a circulação ética e responsável da produção acadêmica e docente.
