O CICLO INVESTIGATIVO E AS PRÁTICAS EPISTÊMICAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS
ESTUDO DE CASO DE UMA SEI SOBRE TERRÁRIOS
Palavras-chave:
Sequência de Ensino Investigativa, Ciclo investigativo, Práticas epistêmicas, Ensino por investigaçãoResumo
Este artigo analisa o engajamento epistêmico de estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental durante uma Sequência de Ensino Investigativa (SEI) sobre o funcionamento de um terrário, com foco na relação entre as fases do ciclo investigativo e as práticas epistêmicas mobilizadas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, configurada como estudo de caso, cujo corpus é composto por registros escritos produzidos pelos estudantes ao longo da investigação. Os resultados evidenciam que os estudantes refinam progressivamente os critérios sobre o que constitui um dado, ampliam a articulação entre observações empíricas e conhecimentos conceituais e constroem explicações mais coerentes para responder à questão investigativa. Discute-se também o papel da arquitetura didática e da mediação docente na criação de oportunidades para práticas investigativas significativas, destacando a importância do planejamento e das decisões pedagógicas para sustentar o engajamento epistêmico no contexto escolar.
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