PEDAGOGIAS DOS APLICATIVOS MÓVEIS DE ENSINO DE LÍNGUAS
UMA ANÁLISE A PARTIR DA TEORIA CRÍTICA
Palavras-chave:
Aprendizagem de línguas, Inteligência artificial, Fundamento pedagógico, Teoria críticaResumo
O estudo analisa o uso de aplicativos impulsionados por inteligência artificial no ensino de línguas, a partir da teoria crítica da sociedade. Mediante uma abordagem dialética e qualitativo-documental fundamentada em Adorno, Horkheimer e Freire, examinam-se as estruturas pedagógicas e os discursos dos principais aplicativos de aprendizagem de idiomas, contrastando-os com os fundamentos de pedagogias clássicas (Freire, Piaget, Vygotsky e Ausubel). Os resultados revelam uma tendência à reificação da didática e à instrumentalização da razão, em que a aprendizagem se tecnifica e se desvincula de sua dimensão humana, crítica e emancipadora. Identificam-se mecanismos de controle ideológico e de mercantilização da educação que reduzem a linguagem a uma função utilitária. A teoria crítica permite, assim, evidenciar a perda do sentido dialógico e transformador da educação, propondo a recuperação do pensamento complexo, da reflexão e do diálogo como práticas essenciais para a liberdade e para a formação integral do ser humano.
Downloads
Referências
ADORNO, T. W.; HORKHEIMER, M. Teoría de la seudocultura. In: Filosofía y superstición. Trad. Jesús Aguirre e Víctor Sánchez de Zavala. Madrid: Alianza Editorial, 1972. p. 141–174.
BATES, T. Chapter 4: Methods of teaching with an online focus. In: Teaching in a Digital Age. 2. ed. Tony Bates Associates, 2015. Disponível em: https://tinyurl.com/t2m5tsyh. Acesso em: 12 out. 2025.
BEER, D. The data gaze: Capitalism, power and perception. London: SAGE Publications, 2019.
FREIRE, P. Pedagogía del oprimido. México: Siglo XXI Editores, 1970.
HONNETH, A. Pathologies of individual freedom: Hegel’s social theory. Princeton; Oxford: Princeton University Press, 2004.
HORKHEIMER, M.; ADORNO, T. W. Dialéctica del iluminismo. Trad. E. Weikert. 5. ed. Madrid: Trotta, 2004. Obra original publicada em 1944.
HUNG, D. W. L.; CHEN, D. T. Situated cognition, Vygotskian thought and learning from the communities of practice perspective: Implications for the design of web-based e-learning. Educational Media International, v. 38, n. 1, p. 3–12, 2001. DOI: https://doi.org/10.1080/09523980121818.
MANZANO, V. Introducción al análisis del discurso. 2005. Disponível em: http://www.aloj.us.es/vmanzano/docencia/metodos/discurso.pdf. Acesso em: 12 out. 2025.
MOLINA, L. B. El puente roto y los problemas para atravesar aguas turbulentas: las pedagogías críticas en la era digital. Profesorado, Revista de Currículum y Formación del Profesorado, v. 27, n. 1, p. 129–150, 2023. Disponível em: https://tinyurl.com/5bsexrnr. Acesso em: 12 out. 2025.
MORIN, E. Los siete saberes necesarios para la educación del futuro. UNESCO, 2000.
PIAGET, J. Psicología y pedagogía. Barcelona: Editorial Ariel, 1969.
PODOLEFSKY, N. S.; MOORE, E. B.; PERKINS, K. K. Implicit scaffolding in interactive simulations: Design strategies to support multiple educational goals. arXiv preprint, arXiv:1306.6544, 2013.
SELWYN, N. Education and technology. 3. ed. London: Bloomsbury Academic, 2021.
TABER, K. S. Mediated learning leading development—The social development theory of Lev Vygotsky. In: Science education in theory and practice: An introductory guide to learning theory. Cham: Springer Nature Switzerland, 2025. p. 275–292. Disponível em: https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-3-031-81351-1_16. Acesso em: 12 out. 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Política de Direitos Autorais
Os artigos publicados na Revista Movimentos Docentes: Formação, Redes e Práticas Educativas estão licenciados sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional (CC BY-NC-ND 4.0).
Isso significa que os leitores e leitoras podem compartilhar, copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato, desde que sejam observadas as seguintes condições:
-
Atribuição: o(a) autor(a) e a fonte original devem ser devidamente creditados;
-
Uso não comercial: o material não pode ser utilizado para fins comerciais;
-
Sem derivações: o conteúdo não pode ser modificado, adaptado ou transformado.
Os(as) autores(as) mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, garantindo o reconhecimento da autoria e permitindo a disseminação não comercial do trabalho em repositórios institucionais, páginas pessoais ou redes acadêmicas, desde que citada a publicação original.
A revista apoia os princípios da Ciência Aberta e da democratização do conhecimento, incentivando a circulação ética e responsável da produção acadêmica e docente.
