VOZES QUILOMBOLAS E PEDAGOGIAS DA (RE)EXISTÊNCIA

MULHERES NEGRAS NA CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO ANCESTRAL E DE JUSTIÇA SOCIAL

Autores

  • Silvana Santos Bispo Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Palavras-chave:

mulheres quilombolas, educação, escrevivências, pedagogias de aquilombamentos

Resumo

Este artigo analisa as práticas educativas de mulheres quilombolas da Bahia, compreendendo-as como sujeitas epistêmicas que constroem saberes, pedagogias e estratégias de resistência a partir de seus territórios. A pesquisa busca compreender de que modo essas mulheres, enraizadas em memórias ancestrais, religiosidades e práticas comunitárias, constroem pedagogias do aquilombamento que afirmam a vida e o Bem Viver. O estudo, de abordagem qualitativa e inspiração etnográfica, baseia-se em entrevistas com 20 mulheres quilombolas e observação participante. As análises revelam que suas práticas educativas ultrapassam os limites da escola formal e expressam um feminismo negro aquilombado, insurgente e decolonial. Ao mobilizar oralidade, escrevivência e ancestralidade, essas mulheres elaboram projetos de educação libertadora e comunitária, reafirmando que educar é também um ato de cura, resistência e reconstrução coletiva de futuros possíveis.

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Publicado

26-08-2026

Como Citar

Bispo, S. S. (2026). VOZES QUILOMBOLAS E PEDAGOGIAS DA (RE)EXISTÊNCIA: MULHERES NEGRAS NA CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO ANCESTRAL E DE JUSTIÇA SOCIAL. Revista Internacional Movimentos Docentes (MOVDOC), 3, 41–50. Recuperado de https://revmovdoc.movimentosdocentes.com/revista/article/view/50

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