VOZES QUILOMBOLAS E PEDAGOGIAS DA (RE)EXISTÊNCIA
MULHERES NEGRAS NA CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO ANCESTRAL E DE JUSTIÇA SOCIAL
Palavras-chave:
mulheres quilombolas, educação, escrevivências, pedagogias de aquilombamentosResumo
Este artigo analisa as práticas educativas de mulheres quilombolas da Bahia, compreendendo-as como sujeitas epistêmicas que constroem saberes, pedagogias e estratégias de resistência a partir de seus territórios. A pesquisa busca compreender de que modo essas mulheres, enraizadas em memórias ancestrais, religiosidades e práticas comunitárias, constroem pedagogias do aquilombamento que afirmam a vida e o Bem Viver. O estudo, de abordagem qualitativa e inspiração etnográfica, baseia-se em entrevistas com 20 mulheres quilombolas e observação participante. As análises revelam que suas práticas educativas ultrapassam os limites da escola formal e expressam um feminismo negro aquilombado, insurgente e decolonial. Ao mobilizar oralidade, escrevivência e ancestralidade, essas mulheres elaboram projetos de educação libertadora e comunitária, reafirmando que educar é também um ato de cura, resistência e reconstrução coletiva de futuros possíveis.
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