EXTERNALISMO NA FILOSOFIA DA CIÊNCIA E A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NO ÂMBITO CIENTÍFICO
CONTRIBUIÇÕES À LUZ DA EPISTEMOLOGIA REVOLUCIONÁRIA DE THOMAS KUHN
Palavras-chave:
Thomas Kuhn, externalismo, gênero, história da ciência, mulheres na ciênciaResumo
Este artigo realiza uma reflexão sobre o apagamento das mulheres nas ciências, adotando a perspectiva externalista proposta por Thomas Kuhn em "A Estrutura das Revoluções Científicas". Ela introduz o conceito de paradigmas, que são modelos de pensamento dominantes em determinados períodos científicos. A metodologia empregada no artigo consistiu no mapeamento das teses centrais de Kuhn, orientadas pela teoria de Sacrini em "Leitura e Escrita de Textos Argumentativos". Ao utilizar o livro de Japiassu, o artigo oferece uma compreensão histórica de como o machismo se consolidou na ciência desde sua estruturação, influenciado por crenças e fatores sociais. A análise conclui que o externalismo evidencia que o machismo, enquanto instrumento de apagamento das mulheres na ciência, pode restringir as visões científicas ao se basear somente nas perspectivas masculinas. O machismo pode influenciar ainda as práticas científicas ao desconsiderar as diferenças de gênero nas pesquisas, destacando a necessidade de uma abordagem mais inclusiva
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