EXTERNALISMO NA FILOSOFIA DA CIÊNCIA E A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NO ÂMBITO CIENTÍFICO

CONTRIBUIÇÕES À LUZ DA EPISTEMOLOGIA REVOLUCIONÁRIA DE THOMAS KUHN

Autores

  • John Lucas Alves Fernandes da Silva UNIFESP
  • Erika Pereira de Magalhães UNIFESP

Palavras-chave:

Thomas Kuhn, externalismo, gênero, história da ciência, mulheres na ciência

Resumo

Este artigo realiza uma reflexão sobre o apagamento das mulheres nas ciências, adotando a perspectiva externalista proposta por Thomas Kuhn em "A Estrutura das Revoluções Científicas". Ela introduz o conceito de paradigmas, que são modelos de pensamento dominantes em determinados períodos científicos. A metodologia empregada no artigo consistiu no mapeamento das teses centrais de Kuhn, orientadas pela teoria de Sacrini em "Leitura e Escrita de Textos Argumentativos". Ao utilizar o livro de Japiassu, o artigo oferece uma compreensão histórica de como o machismo se consolidou na ciência desde sua estruturação, influenciado por crenças e fatores sociais. A análise conclui que o externalismo evidencia que o machismo, enquanto instrumento de apagamento das mulheres na ciência, pode restringir as visões científicas ao se basear somente nas perspectivas masculinas. O machismo pode influenciar ainda as práticas científicas ao desconsiderar as diferenças de gênero nas pesquisas, destacando a necessidade de uma abordagem mais inclusiva

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AQUINO, E. M. L. Gênero e saúde: perfil e tendências da produção científica no Brasil. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 40, n. esp., p. 121-132, 2006.

BOLZANI, Vanderlan S. Mulheres na ciência: por que ainda somos tão poucas? Ciência e Cultura, São Paulo, v. 69, n. 4, p. 56-59, 2017.

HEILBORN, M. L.; SORJ, B. Estudos de gênero no Brasil. In: MICELI, Sérgio (org.). O que ler na ciência social brasileira (1970-1995): Sociologia. São Paulo: Sumaré; ANPOCS; CAPES, 1999. v. 2, p. 183-221.

JAPIASSU, H. A revolução científica moderna. São Paulo: Letras & Letras, 2001.

KLUG, Aaron. Rosalind Franklin and the discovery of the structure of DNA. Nature, London, v. 219, n. 5156, p. 808-810, 1968.

KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. Tradução: Beatriz Vianna Boeira e Nelson Boeira. 13. ed. São Paulo: Perspectiva, 2017.

KUHN, Thomas S. A tensão essencial: estudos selecionados sobre tradição e mudança científica. Tradução: Marcelo Guimarães da Silva Araújo. São Paulo: Editora Unesp, 2011.

KUHN, Thomas S. The structure of scientific revolutions. 2. ed. Chicago: The University of Chicago Press, 1970.

NIELSEN, M. W.; ANDERSEN, J. P.; SCHIEBINGER, L.; SCHNEIDER, J. W. One and a half million medical papers reveal a link between author gender and attention to gender and sex analysis. Nature Human Behaviour, London, v. 1, n. 11, p. 791-796, nov. 2017.

QUEIROZ, C. O gênero da ciência. Pesquisa FAPESP, São Paulo, v. 21, n. 289, p. 18-25, mar. 2020.

SIME, Ruth Lewin. Lise Meitner and the discovery of nuclear fission. Scientific American, New York, v. 278, n. 1, p. 80-85, 1998.

TABAK, F. O laboratório de Pandora: estudos sobre a ciência no feminino. Rio de Janeiro: Garamond, 2002.

TRINDADE, L. S.; BELTRAN, M. H.; TONETTO, S. R. Práticas e estratégias femininas: história de mulheres nas ciências da matéria. São Paulo: Livraria da Física, 2016.

Downloads

Publicado

01-12-2025

Como Citar

Silva, J. L. A. F. da, & Magalhães, E. P. de. (2025). EXTERNALISMO NA FILOSOFIA DA CIÊNCIA E A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NO ÂMBITO CIENTÍFICO: CONTRIBUIÇÕES À LUZ DA EPISTEMOLOGIA REVOLUCIONÁRIA DE THOMAS KUHN. Revista Internacional Movimentos Docentes (MOVDOC), 2, 71–80. Recuperado de https://revmovdoc.movimentosdocentes.com/revista/article/view/33